segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tá chegando a hora

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Bom meus queridos e queridas,

Sei que dei aquela sumida de novo, mas sempre é por uma boa razão, ando correndo pra lá e pra cá sempre aproveitando essa minha experiência. Acontece que estou saindo em férias dia 14 de Julho e também deixando meu intercâmbio para trás e provavelmente este é o meu último post.Alguns de vocês sabem que há algumas semanas eu estava no período de "negação", isso significa que eu não queria voltar de jeito nenhum pois vou sentir muita falta da nova vida que criei neste ano, agora estou mais consciente e me sinto segura. Claro que não tive um click do nada e precisei de uma ajudinha básica para me conscientizar que tudo tem um fim e o fimdessa fase maravilhosa está acabando.



Voltando a aquele empurrãozinho, no último fim de semana tivemos o Acampamento Final da AFS com todos os outros estudantes que estão na Holanda. Lá fizemos jogos e brincadeiras, curtimos a noite no bar, cantamos e dançamos, mas também fizemos workshops sérios e que com certeza me ajudaram bastante. Não cabe detalhar cada workshop aqui, mas eram três; o

primeiro que eu fiz foi uma orientação sobre como se despedir, da família hospedeira, dos amigos, da escola, da sua cidade, das lojas e tudo que você vai sentir falta. O segundo foi sobre se imaginar em um futuro próximo: o que você estará fazendo em seis meses? Quais são seus planos para a volta do país de origem? Lá escrevemos uma carta para nós mesmos onde conto as expectativas e planos para o meu futuro próximo. Eu devo abrir a minha carta por volta de dezembro/janeiro e vamos ver o que acontece. O último workshop foi o que eu mais gostei, se chama "Lessons for Life" onde colocamos no papel e no grupo o que foi que eu aprendi esse ano.

Fora os workshops nós também nos divertimos no bar a noite, fizemos uma atividade bonita e intensa de cada estudante agradecer o grupo com uma vela para cada em um circulo. Assinamos as bandeiras, camisetas, fronhas, papeis com uma mensagem para cada um. E não posso esquecer que abrimos a carta que escrevemos no primeiro acampamento, quando eu estava aqui há apenas três semanas.

Enfim, lendo a minha carta, refletindo sobre os workshops e meu ano eu cheguei a conclusão que não há nada que temer mais. Eu fiz tudo que queria, conquistei todos os meus objetivos, aproveitei muito, conheci gente muito especial que sempre terá um lugar guardado no meu coração. Eu passei por momentos muito felizes, momentos difíceis, e superei tudo, até mesmo quando achei que não tinha solução e achei uma saída. Vou sentir saudades claro, mas isso não é um adeus, é simplesmente até logo. Agora me sinto próxima para começar a minha próxima grande aventura, mesmo que eu não saiba qual seja.


Muito obrigada a todos que leram o meu blog nesse ano, a todos que me apoiaram via skype, email, telepatia, ou aqueles que estiveram aqui no meu ladinho o ano inteiro e talvez tenham que usar o Google Translate para ler esses posts.

Para aqueles que não sabem, eu vou sair em férias pela Europa no dia 14 de Julho e volto para o Brasil dia 17 de agosto, então até loguinho, o tempo passa voando!

Beijos e carinhos,

Alice in Nederland

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Férias de primavera na Espanha

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Aqui estou eu mais uma vez, agora para relatar uma gostosa semana que passei no sul da Espanha com a minha família hospedeira. Tive uma semana de férias em fevereiro e pegamos um avião e partimos em rumo à Sevilla. Primeiro ficamos hospedados em uma casa de holandeses no esquema Bed & Breakfast numa região montanhosa perto da simpática vila medieval, Álora. De lá fazíamos pequenas viagens na área, entre lagos em belos parques e pequenas cidades ricas em história e paisagens.
Depois da estada nas montanhas fomos para Sevilla, onde nos hospedamos em um apartamentinho alugado perto do centro e com bons restaurantes no bairro. Em Sevilla fizemos compras, andamos de bicicleta, comemos bem, passamos um dia numa praia na região,
Matalascañas. Onde aproveitamos um dia quente para deitar na praia e comer uma paella deliciosa.

Já que os espanhóis mal falam inglês e os holandeses não falam nada de espanhol, coube a mim fazer a comunicação intermediária. Mas claro que não deu certo misturar espanhol e holandês, é difícil de falar duas línguas ao mesmo tempo sendo que não sou fluente em nenhuma delas. Então deixei o holandês de lado por uma semana para me concentrar no espanhol e olha que deu certo! O que eu mais gosto nas línguas latinas é que quando você não sabe uma palavra, eu falo em português com sotaque de espanhol e normalmente eles me entendem e é com esse portunhol que usei durante a semana. O mais legal ainda, é que os holandeses que não entendem espanhol acham que eu sou fluentíssima na língua, até parece, mas sobrevivemos e curtimos muito.


Hasta luego,

Alice in Nederland


terça-feira, 5 de abril de 2011

Valentijn Weekend em Parrííí!

google-site-verification=l9lg3nrbhRoA-2zFHBs0iBuMaHqzzqab1nA4Cml00R0 Queridos,

Vou pouco a pouco escrevendo o que aconteceu de mais importante em fevereiro e março. Começando pelo Dia dos Namorados, bom muitos de vocês sabem que eu adoooooro fazer planos e nem tantos sabe que eu nunca tinha tido um dia dos namorados com alguém especial.

Pois, fiquei um mês planejando passar o fim de semana do Valentijns Dag, que na Holanda é 14 de fevereiro, em Paris. Meus queridos primos Ricardo Barberena e Vanessa Castro, junto com seu filhinho o fofo do Fernando, estavam passando uma temporada em Paris e se disponibilizaram para hospedar eu e o Thomas no apartamento deles em Villiers. Mas é claro que não era o suficiente, eu decidi fazer uma surpresa e olha que deu certo, até minutos antes de entrar no trem o Thomas não sabia de nadica de nada.

Comprei os tickets de trem, pesquisei os passeios, fiz um budget, pensei em tudo e no dia de embarcar, 11 de Fevereiro, nos encontramos em Utrecht Centraal e pegamos um trem para Rotterdam Centraal. Aí o Thomas já começou, mas perai, você sabe que Rotterdam não é nada romântico, né? Eu tentei me segurar para não falar nada, sabe como é, adoro falar as coisas antes da hora, não tenho lá aquela paciência de esperar. Mas o maldita da viagem entre Utrecht e Rotterdam que era para durar 40 min. durou quase uma hora e eu neurótica de perder o trem para Paris e aí já "elvis", se perder perdeu, não tem choro nem vela. Chegando sete minutos antes do Thallys partir, saímos correndo pela estação e quando o Thomas viu escrito "Paris Nord - 19:58" na placa da plataforma, ele ficou doido "A gente vai para Paris? Mas como isso é possível? A gente tem um ticket? Quando a gente volta, porque não se pode passar um fim de semana em outro país sem a autorização da AFS? " claro que eu tinha pedido à família hospedeira dele para me ajudar com a autorização, não fiz nada pelas costas da AFS (para aqueles voluntários que talvezestejam lendo esse post).

Aí chegando lá foi aquela coisa, a cidade luz linda e maravilhosa como sempre, nos concentramos em não gastar muito tempo e dinheiro naquelas coisas clássicas, como Louvre, Torre Eiffel, Notre Dame, mas fomos sim checar esses monumentos de fora, só para não ser linchado quando me perguntarem se eu fui para a Torre e eu disse que não. Afinal de contas, eu já fui uma vez lá e o Thomas algumas vezes. Ao invés, aproveitamos para curtir os cafézinhos que não faltam em Parrí, o Musée d'Orsay, Musée de l'Armée e a tumba do Napoleão, já que descobri que desde 2009 cidadãos da UE até 25 anos não pagam entrada em museus nacionais em toda a França. Obrigada à Vovó Crê e à dupla cidadania que eu salvei uns trocadinhos.

Contudo, curtimos muito a hospitalidade dos meus parentes gaúchos, os cafés parisienses, o romance no ar que aquela cidade tem por natureza e uma ótima companhia.
Volto a escrever em breve,

Alice in Nederland

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vergonha na cara

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Caros amigos,

Mil desculpas por ter abandonado o blog nos últimos meses, a questão é que muita coisa acontecendo + preguiça não dão um bom resultado. Não vou detalhar o que aconteceu por aqui nos últimos três meses e meio, mas sim dizer que estou viva e aproveitando.

Passei por algumas crises, como quer que você queira chamá-las: TPM, crise do intercâmbio, montanha-russa de sentimentos ou crise existencial. Nada muito sério, não se preocupem, faz parte do processo, afinal quem foi que me prometeu uma vida fácil? (Como diz a minha mãe). Mas mesmo com ups and downs, estou curtindo o que a Holanda tem para oferecer, não, não são drogas leves e prostitutas. É de suma importância entender que o país não é só Amsterdam, no resto existe gente séria, que trabalha, cuida dos filhos, estuda e muito mais.

Enfim, o tempo por aqui está melhorando, as flores estão a nascer, os pássaros a cantar, o sol a brilhar e os insetos a voar. Tudo está voltando a ser lindo e encantador depois de semanas sem sol. E não há nada mais prazeroso que um dia de 15ºC com sol após meses de temperaturas abaixo de 10ºC sem sol, com neve ou chuva. Isso também faz com que as pessoas fiquem mais alegres e não há povo que goste mais de comentar sobre o tempo do que os holandeses, nunca vi!

Bem, espero voltar a escrever em breve, com informações mais detalhadas sobre os acontecimentos dessa experiência realmente intensa.

Alice in Nederland